Creta
A civilização cretense é amplamente conhecida por suas cinturas demasiadamente marcadas. O vestuário masculino consistia apenas de uma tanga de lã, linho ou couro e na cintura uma espécie de cinto muito adornado com placas de ouro, prata ou bronze trabalhadas. Por vezes era utilizado uma espécie de turbante.
As mulheres utilizavam um tipo de tanga, porém longa até os pés e com sobreposição de muitos tecidos o que lhes dava a aparência da moda do período romantico. Como a cintura era sempre muito marcada, era sempre muito fina, acredita-se que devido ao uso de cintos apertados desde os primeiros anos de vida.
As mulheres de Creta, assim como as egípcias, utilizavam também os seios aparecendo e sob ele um corpete, outra semelhança com o vestuário do século XIX, assim como os cabelos que eram penteados de formas diferentes e elaboradas e sempre complementados com um chapéu elegante.
Afrescos ainda preservados deste período revelam o uso de cores fortes como vermelho, roxo e amarelo e a civilização utilizava muitos tipos de jóias, desde anéis e braceletes à golas e até mesmo presilhas nos cabelos. As pedras características das classes mais ricas eram lápis-lazuli, ágata e ametista, usados às vezes com pérolas.
Grécia
Durante um longo período a roupa grega era apenas um tecido drapeado sobre o corpo sem costuras,
era enrolado com variações de acordo com a posição social.
O Quiton foi utilizado até I a.C por homens e mulheres, era um tecido preso por broches e amarrado à cintura com um cordão. Era feito de lã e linho.
Durante muito tempo acreditava-se que os trajes gregos eram brancos e somente recentemente descobriu-se que na verdade eram, do contrário, bastante coloridos. Somente nas classes inferiores as roupas eram confeccionadas de tecido cru ou tingido com um tom marrom escuro-avermelhado, uma prática que era rejeitada pelas autoridades pois somente os membros das classes superiores poderiam usar determinadas cores.
Roma
Uma característica marcante do império romano foi a toga. Era usada apenas pelas classes superiores pois era drapeada ao redor do corpo o que impedia determinados movimentos e atividades de labor. As cores determinavam as classes e os meninos revelavam a passagem para a puberdade ao trocarem a toga praetexta, com a borla roxa, pela toga virilis branca. As togas escuras eram utilizadas em cerimonias religiosas ou periodos de luto e até 100 d.C era mais longa; Somente após esse período começou a encurtar seu tamanho.
O vestuário romano teve bastante influência grega e durante o Império uma túnica semelhante ao Quiton já era utilizada, feita por dois pedaços de tecido costurados que eram vestidos pela cabeça e presos por um cinto. Era até o joelho mas em determinadas ocasiões podia ser usada até os pés.
As variações desta túnica eram a dalmática, quando apresentava mangas ou palmata quando totalmente bordada.
As tradições romanas eram rígidas e não aprovavam calças mas conforme a necessidade foram aceitas e adotadas pelos soldados.
O costume universal de raspar as barbas surgiu por volta do século 2a.C nas civilizações gregas e pinças quentes eram usadas pelos homens mais elegantes para anelar os cabelos que eram normalmente curtos.
As mulheres usavam roupas semelhantes às masculinas, porém com um corpete macio que era chamado de strophium. Apresentava diferença estava também no comprimento, sendo mais longa, até o chão. Era feita de lã, linho ou algodão e as mulheres mais ricas usavam seda.
Também como os gregos, suas roupas eram coloridas, diferente do que foi amplamente disseminado pelo mundo e também eram ornamentados com franjas douradas ou bordados. Em público sobre a túnica era utilizada uma stola semelhante à toga.
Embora a cabeça fosse coberta em público, os penteados eram de extrema importancia para as romanas e no período Messalino eram bastante elaborados, feitos por uma servição nomeada de ornatrix. Levavam horas para arrumar em cachos e mechas ou um coque chamado de tutulus.
No império romano já era conhecida uma prática de descoloração dos cabelos pois o padrão de beleza era o louro. Quando não descoloriam os cabelos, as mulheres usavam perucas ou apliques de cabelos claros.
As jóias eram apreciadas não só por mulheres como por homens e técnicas trazidas do oriente eram usadas e além das jóias mais comuns como brincos, colares e pulseiras, as mulheres adornavam-se também com tornozeleiras e tiaras para os cabelos, sempre muito ricas, feitas de ouro, pedras preciosa e marfim.
As sandálias romanas eram muito simples, feitas de couro e presa por tiras e eram utilizadas amplamente pela sociedade, exceto os escravos. Dentro de casa usava-se chinelos que nas classes altas eram coloridos e adornados por pedras. Os calçados romanos tinham grande importância e nesta civilização já eram utilizadas botas e coturnos de influência gaulesa.
O vestuário romano é mundialmente conhecido pelas roupas de seus soldados que conquistaram muitos territórios durante o império romano.
Curiosidade
O fato de o vestuário grego e romano ter ficado conhecido erroneamente como branco deu-se em
decorrência de estátuas e esculturas da época terem perdido sua cor através dos tempos. Essa descoberta só foi possível graças a décadas de estudos arqueológicos feitos nessas estátuas. Em 2003, apenas, foi possível identificar exatamente quais as cores exatas presentes nessas obras através da exposição de um estudo feito por Vinzenz Brinkmann que com lâmpadas de alta intensidade, luz ultravioleta, câmeras, gesso e jarras de materiais químicos, passou as últimas décadas estudando o pouco que sobrou da tinta do mármore greco-romano. Com o mesmo material usado pelos antigos, ele recriou as esculturas policromáticas como elas devem ter parecido há milhares de anos.
Nas semanas seguintes a Idade Média e o Renascimento

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